“Bom dia, Paulo!” Eu abri a porta de seu escritório, sorrindo “Trouxe seu café preferido.” Eu não sabia qual era o café preferido dele, então trouxe o mesmo que o meu: Jack Daniels.
“Err... Obrigado” Ele pegou o copo, desconfiado “Por que está de tão bom humor?”
“O quê? Por que eu não estaria? Vamos estrear a nossa revista amanhã, vou começar a ganhar dinheiro, as pessoas vão reconhecer meu nome...”
“Ah, droga” Ele provavelmente iria reclamar que tinha açúcar demais no Jack Daniels dele. Fraco “Sabia que tinha esquecido de alguma coisa” Ele provavelmente esqueceu que tinha aumentado meu salário. Fraco.
“Nós não vamos ser uma revista publicada” Ainda estou esperando meu aumento de salário.
“O que nós seremos então? Um jornal? Um livro? Ah!” Eu exclamei “Uma revista em quadrinhos!”
“Não, não, e... Não por enquanto. Nós seremos um blog. É tudo que podemos pagar no momento.”
“Entendo” Declarei calmamente enquanto derramava meu café na camisa dele e o atacava com a primeira coisa que minha mão – Num ataque de raiva – alcançou. Talvez fosse uma xícara de chá. Muito provavelmente – Devido aos berros – Era a secretária dele. Ele desviou da secretária, que eu ainda não sei como consegui atirar nele, e suspirou. Me conhecia há pouco mais de quatro meses, e já sabia das minhas insanidades. Paulo idiota.
“Escuta, eu sei que você está decepcionado, mas era a única maneira que tínhamos de poder publicar e ao mesmo tempo não gastar demais com custos de publicação em massa.”
“Mas você sabe o que vai acontecer com nossa credibilidade?! Você já parou para pensar sobre isso?” Eu o ataquei com a secretária novamente, que, agora que eu a segurava por outra área não-erógena, tomava um chá.
“Credibilidade? Nós ainda nem começamos.”
“Mas... Mas... Pense nas crianças! O que elas vão usar para baterem umas nas outras senão nossas revistas enroladas?”
“Qualquer outra revista? Um jornal? Talvez um daqueles brinquedos que fazem barulho e são fofos ao toque?”
“Pois bem” Eu admiti a derrota heroicamente “Que seja. Vamos ser uma revista de internet. Você pode ter ganho dessa vez, Paulo, mas eu irei contra-atacar! E estou levando sua secretária!”
“Eu não tenho uma secretária!”
E lá estava eu, no meu escritório (Era uma mesa, com as mesas dos outros colunistas ao redor), derrotado. Pesquisava no Google por formas honrosas de hara-kiri que não envolvessem suicídio, quando subitamente algo me atingiu (E não foi apenas a Victória quando viu que eu estava vendo tentáculos estupradores, que, por sinal, deveria ser uma nova série animada já que é uma excelente seqüência de “Tartarugas Mutantes Ninja”): A internet, apesar de todas as suas falhas (Mais notavelmente, me fazer competir com tentáculos estupradores) poderia ser uma plataforma para minha campanha.
Então, internet, fique avisada. De hoje em diante, toda semana eu estarei criando um novo texto, cada um mais insano e possivelmente delirante que o anterior. Você será minha plataforma, meu meio de comunicação. E eu serei... O cara que comunica coisas através de plataformas. “Político”, se a sugestão do Oliveira estiver certa. Mas é hora de largar a minha capa (Eu uso uma capa no trabalho, com o simples objetivo de me proteger dos cuspes da alpaca – Ou lhama, sei lá – do Antonelli), e pegar a secretária: Eu tenho uma campanha para lançar. Uma campanha... No Contos de Bar.
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| ... Sim. Só... Sim. |
“Ah, e Victor” Paulo interrompeu-me, justo quando eu estava lutando contra a versão ‘Acoringada’ dele na minha imaginação “Já que você vai fazer a postagem de estreia, se importa de introduzir a redação?”
“E por que eu faria isso, Paulado?” Respondi rispidamente. Como uma cegonha no cio que vendeu seu marsupial para pagar a passagem de ônibus, ele estava confuso. Por fim, fitou-me nos olhos e refletiu sobre o que havia acabado de dizer.
“Paulado?”
“’Paulo’ mais ‘alado’” Expliquei. Não é o melhor apelido do mundo, nem o mais ofensivo, mas será suficiente... Por enquanto.
“Certo. Dane-se. Introduza os colunistas, ok?”
“E por que deveria?”
“Porque o público precisa saber quem vai escrever no Contos de Bar.”
“E se eu não fizer?”
“Você será demitido.”
“Você não pode me demitir. Eu paguei por metade do site. Que você me disse que seria apenas para divulgar a revista. Babaca.”
“Quer seus cinco dólares de volta? Aqui.”
“Pensando bem” Eu suspirei, irritado com aquela conversa “Vou entrar no seu jogo. Pois bem, Paulo. Apresentarei os colunistas. Mas necessito de um cameraman e uma câmera filmadora para tal tarefa.”
“Não” Ele disse, caminhando de volta para seu escritório, e me deixando no cubículo. Pois bem... Ele queria que eu apresentasse os colunistas, então eu vou apresentar tanto eles que eles serão presos por atentado ao pudor!
“Olá. Eu não tinha te visto aí” Eu disse para o mendigo que eu contratei como cameraman. Ele mirava em mim com a “Câmera” (Uma caixa de papelão) com esforço. “Sou Victor Biancardine, e este é o escritório do Contos de Bar” Eu mostrei com orgulho os seis cubículos e um escritório que compunham o Contos de Bar “Sou o co-fundador e colunista semanal às Segundas. É um prazer te conhecer” Sacudi mãos com o mendigo, provavelmente adquirindo AIDS no processo.
“Esta é Júlia Losina.” Disse à câmera de papelão “Eu não sei o que ela faz. Provavelmente faxina”
“Sou uma colunista, seu idiota.”
“Sério? Desde quando você foi promovida?”
“Promovida? Eu sempre fui colunista. Nunca fui ‘Promovida’.”
“Certo” Eu ri da ingenuidade da ex-faxineira “Boa conversa.”
“Este aqui babando furiosamente contra a tela, caros espectadores, é o Fábio Oliveira. Ele posta algumas coisas às Quartas. Eu acho. Quero dizer, nunca prestei muita atenção no quê diabos essas pessoas fazem” Eu olhei ao redor com desgosto “Mas acho que todos eles me devem dinheiro.”
“Ah! Este cabeludo inútil se escondendo embaixo da sua mesa, senhoras e senhores, é o Bruno Antonelli”
“Ei!” Ele gritou, conforme eu o puxava pelos cabelos “Não estava escondido. Estava dormindo.”
“Dormindo?” Eu perguntei, pasmo. Não por ele dormir aonde trabalhava, mas porque quando ele foi contratado, ele trouxe um beliche para o escritório “Mas... E seu beliche?”
“Minha alpaca está dormindo lá.”
“Ah. Entendo” Disse, sem entender. O que diabos é um ‘alpaca’? Um tipo de peixe?
“Pois bem,” eu re-comecei, animado. Agora estava na mesa de uma outra colega minha “Senhoras e senhores. Conheçam a primeira e única... Victória Dutra. E, caso vocês não possam vê-la pois isto é um texto, eis uma foto dela:”
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| Oh... Dutra, Dutra, Dutra. |
“Essa não sou eu” Ela reclamou, destruindo por completo minhas esperanças de fazer sucesso baseado em sex appeal.
“Bem, você nunca me deu uma foto sua, então eu mostrei uma foto da Scarlett Johansson.”
“Eu te dei várias fotos. Você que disse que elas não valem pois ‘eu estou vestida nelas’” Ela cruzou os braços, bufando.
“Eu mantenho meu argumento. Agora, você vai me dar uma foto verdadeira sua, ou eu vou ter que ficar mostrando fotos da Scarlett Johansson?”
“Não!”
“Ok então. Vejo você Quinta.” Quinta é quando ela posta. Eu verei ela antes disso. Se ela irá me ver, no entanto, é outra história.
“Eu irei te ver” Ela completou, lendo minha mente (Ou ouvindo minha narração em voz alta).
“E, senhoras e senhores, conheçam Bruno Garcez. Ele está aqui por algum motivo. Eu não sei direito qual”
“Eu posto aos Sábados.” Ele me corrigiu, sendo um inútil “E dá para você me dar licença? Estou no telefone.”
“Bruno Garcez” Gritei, semi-ajoelhado, e com a boca virada para a orelha dele “É um colunista semanal para o Contos de Bar! Suas crônicas são consideradas fétidas e nada engraçadas pelo público em geral!” Eu continuei gritando, até que ele me deu um soco. Aí eu soquei ele. E ficamos socando um ao outro por uns vinte minutos.
“Ugh” Paulo esfregou as têmporas, visivelmente irritado “O quê eu vou fazer com você, Victor?”
“Sugiro um aumento” Eu sugeri singelamente, apesar de ter cuspido um pouco de sangue na camisa dele.
“Você não consegue passar um dia sem atirar fogo em alguém, entrar numa briga ou ser preso?”
“Não” Respondi com honestidade.
“Bem, o que faremos agora?”
“Continuaremos trabalhando?”
“É o jeito, né?” Ele afrouxou a gravata, cansado. Marcas de queimadura cobriam sua pele, provavelmente devido ao fogo que eu taquei nele.
“Então... Até amanhã?”
“Até amanhã.” E então os policiais me prenderam pela noite. Segundas como sempre.
Bem-vindos!
Olá! Sou Paulo Fabiano de Sá, o editor e co-fundador do Contos de Bar. Vocês provavelmente não me conhecem, mas eu conheço cada um de vocês em detalhes. E Gisele, sua mãe te ligou. Ela quer que você vá comprar seu vestido novo para ir na festa de quinze anos do Horácio.
De qualquer forma, eu gostaria de dar minhas boas vindas para todos vocês, caros leitores. Este é um projeto que nós viemos trabalhando há algum tempo, e temos muitas esperanças para o site. Como vocês podem ver, ele é do Blogger. Por enquanto, é tudo que nosso orçamento (Que é risivelmente baixo) permite, mas com uma pitada de sorte, estaremos mudando para um host privado, aonde faremos piadas idiotas com classe.
Me desculpem por roubar o espaço final do colunista Biancardine, eu apenas queria dar as boas vindas e torcer para que vocês não fiquem com a ilusão de que este site será apenas sobre as insanidades do Biancardine e suas narrativas em voz alta. Eu postarei caso alguma coisa mude, mas caso contrário, ficarei no canto, permitindo que os autores façam sua mágica (E torcendo para que a polícia não os prendam). Ah, lembrem também de seguir nosso Twitter, ou assinar nosso Feed RSS para ficar atualizado e por dentro de tudo que ocorre no Contos de Bar (Fogo, em sua maioria. E grande parte por culpa do Victor). E lembre também de nos seguir pela "Seguidores" do Google, para que vocês possam se tocar e ler nossas histórias ao mesmo tempo pelo conforto da sua homepage do blogger.
Isso é tudo, obrigado pela atenção, e espero que aproveitem as histórias do Contos de Bar!










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