Tudo começou… Com um arenque. Não, espera. Tudo começou com uma alpaca, e não um arenque. É, tudo começou… Com uma alpaca. Larry, a alpaca, para ser exato. Era um Sábado de manhã, e estávamos fechando a redação.
“Hah!” Dutra comemorou, sentada em sua cadeira. Imediatamente, ela se levantou, e veio se apoiar em meu ombro “Fechei o dia com 200 visitas” Gabou-se “Suas postagens ainda nem conseguem cinqüenta!”
“Bom para você” Disse, ignorando-a “Doçura” Não sei por que adicionei essa última parte.
“Doçura?”
“Não sei. Estava improvisando”
Nesse momento, para a não-surpresa de todos, Antonelli entrou cavalgando sua alpaca, Larry. Ela vestia um terno, e ele estava completamente nu. De novo. Ele levou-a até minha mesa, aonde ela começou a comer meus papeis.
“Boa tarde, Larry. Olá, Bruno.”
“O nome é Aorro!”
“Aorro?”
“Sim. Alpaca com Zorro. Já que Zorro cavalgava uma zebra, eu me chamo Aorro, pois cavalgo uma alpaca.”
“Zorro não cavalgava uma zebra” Dutra corrigiu-o.
“Ok, detesto estragar a conversa” Disse, esfregando a cabeça “Mas eu quero ficar em paz. Vão embora” Empurrei Dutra de leve, e a alpaca com força.
No mesmo instante, para a surpresa de todos, e meu desgosto, os olhos de Larry se acenderam, vermelhos como sangue, violentos como Gengis Khan, e alegres como um tamborim na parada gay.
Ele começou a pular, derrubando Antonelli de suas costas e jogando-o em Dutra, que desviou-se, já acostumada com os ataques nus dele. Uma vez, Bruno tentou até mesmo transar com sua alpaca. Embora fosse eu quem deu a idéia, ainda foi ele quem tentou executá-la.
“Eu” A alpaca disse. Espera, a alpaca disse? Que diabos? “Sou Jhvtrqpwx” Concluiu, impossivelmente.
“Oh, grande e poderoso… Ni.” Antonelli declarou-se, usando a bolsa de Dutra como cueca “O que deseja de nós?”
“Antonelli” Comecei, irritado “Ele é uma lhama. Não quer NADA.”
“ELE É UMA ALPACA!” Todos os colunistas gritaram
“Escutem, eu gosto de alpacas. São excelentes com molho inglês. Mas isso é um bicho bizarro que fala. Livremo-nos dele, e voltemos ao… ‘Trabalho’.” Terminei, pensando em tentáculos.
“Sou um deus” A alpaca mentiu “E vocês serão meus escravos!” Subitamente, tudo ficou escuro.
“Está escuro” Fábio Oliveira disse, sem imaginação.
“Acho que não é escuridão que estamos lidando com” Acendi um cigarro
“Como assim?” Todos perguntaram em uníssono.
“Não sei, mas meu cigarro não ilumina absolutamente nada.”
“Vocês…” A voz de Larry se fez ouvir “Vão enfrentar três desafios. O primeiro começará em breve.”
“Desafios?!” Garcez ficou desesperado, abraçando Losina. Ela bocejou e comeu um Halls “Mas não fizemos nada!”
“Nós irritamos Larry, a alpaca, que, por sinal, é aparentemente um deus antigo com poderes inimagináveis.” Antonelli me fitou, seus olhos dizendo ‘Eu te disse’.
Subitamente, um clarão nos cegou. Estávamos agora num campo, e à nossa frente, oito figuras gigantes, machas e homo-eróticas nos encaravam, irritados e com vontade de pilhar, estuprar e matar: Eram Vikings.
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| Vikings: Proporcionando terror homo-erótico há uma porrada de anos. |
“O que faremos?!” Garcez gritou, apavorado “ELES VÃO NOS MATAR!!” Ele chorou.
“Já sei o que podemos fazer!” Oliveira alegou, triunfante.
“O que faremos?” Perguntei
“Vamos fazer com que a Losina e a Dutra distraiam eles enquanto nós fugimos.”
“Isso não vai dar certo” Esfreguei os olhos.
“Claro que vai! Vikings fazem três coisas: Pilham, matam e estupram.”
“Sim, e daí?”
“E daí” Ele continuou, irritando-se “Que se eles estão ocupados ESTUPRANDO, eles não poderão se ocupar MATANDO.”
“Têm oito deles, e apenas duas mulheres.”
“Eles podem dividir.”
“E se eles não quiserem estuprar?” Levei a mão à face, tentando ignorar a resposta do Oliveira.
“Eles vão querer. E caso não quisessem… Agora eles querem!” Botou, ignorando protestos, duas orelhas de gato na Losina e na Dutra. Esfregando as têmporas, eu o empurrei, indo em direção aos vikings.
Eles gritaram, e correram em minha direção, armas em punho. Pensando rápido, vasculhei meu bolso. Por sorte, tinha uma garrafa de molho inglês, o melhor molho do mundo, nele [Nota do editor: Ele não está fazendo propaganda para Molho Worcestershire, o melhor molho do mundo. Ele de fato adora o molho com absolutamente tudo. Assim como toda a equipe do Contos de Bar. Lembre de comprar Molho Worcestershire para comer com suas refeições!]. Joguei-o, e um dos Vikings pegou-o. Em uma cena digna de 2001, ele batou com o vidro no chão, comemorando lambendo o molho. Os outros o seguiram, urrando por sua vitória.
“Pois bem…” A alpaca apareceu, e então eu dei um tapa nela.
“Não!” Gritei “Lhama feia! Não pode! Agora nos leve de volta ao escritório!” E então, tudo ficou escuro novamente, e então claro de novo. Estava de volta no meu escritório. E estava molhado.
“Você está bem?” Dutra estava em cima de mim, seus olhos cheios de preocupação.
“Acordar com você ao meu lado sempre deixa meu dia melhor” Sorri.
“Ainda está tonto, huh.” Ela levantou, e eu pude ver os colunistas rindo.
“O que diabos aconteceu?”
“Larry te deu um coice, que te nocauteou.” Ela disse, limpando a baba da testa. Era baba da alpaca, assim espero.
“Ah.” Levantei-me “Bem, o que eu te falei, ainda está valendo” Pisquei “E você, Larry… Ah, não consigo ficar irritado com você, lhama” Disse, quando Larry mugiu arrependido.
“É uma alpaca” Meus colegas corrigiram.
“E fica excelente com molho inglês, mas este não é o ponto. O ponto é: Alguém viu minha garrafa de molho?”
E então eles apontaram para o Paulo, que estava deitado no chão com uma garrafa quebrada em sua testa. Droga.
“Bem” Ri um pouco “Vejo vocês amanhã?” E corri.









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